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Cosméticos naturais e veganos, entendendo o significado dos selos

Estamos cada vez mais conscientes com relação aos produtos cosméticos que iremos incluir em nossa rotina, com a relação das empresas com as matérias-primas, testes realizados por estas, descartes e uso de materiais mais  sustentáveis.

No Brasil, estima-se que haverá um crescimento entre 5 a 10% do mercado de produtos naturais e orgânicos nos próximos cinco anos. Para se preparar para este crescimento as empresas precisam, padronizar os conceitos envolvidos na definição destes produtos.

Os selos que encontramos nos rótulos das embalagens nos direcionam para a opção desejada e nos oferece a segurança de estar comprando um produto de acordo com nossas exigências.

No Brasil, bem como na maioria dos países, ainda não existe uma regulamentação oficial para produtos cosméticos naturais e orgânicos porque o tema é um tanto novo e sua definição é bastante ampla e tem muitos entendimentos.

Diversas organizações nacionais e internacionais, buscando fazer uma padronização dos conceitos, definem regras emitindo certificações para produtos cosméticos que atendam aos conceitos estabelecidos.

Fizemos um breve resumo das principais Certificadoras para produtos naturais e veganos:

– COSMOS: referencia em vários países, principalmente Europa, este referencial europeu privado, foi desenvolvido juntamente com cinco certificadoras – BDIH, COSMEBIO, ECOCERT, ICAE, SOIL ASSOCIATION – com objetivo de definir requisitos mínimos comuns e definir regras para certificação de cosméticos naturais e orgânicos.

– NATRUE: associação internacional sem fins lucrativos, criada na Europa em 2007, para padronizar o desenvolvimento de cosméticos naturais e orgânicos. Essas regras, assim como na Cosmos, tratam das matérias-primas utilizadas até a fabricação do produto final. Para produtos que são vendidos somente no mercado nacional, geralmente é usado o selo do IBD.

– IBD: estabelece um acordo de reconhecimento mútuo com a NATRUE, para exportação dos produtos. É a maior certificadora da América Latina para produtos orgânicos desde 2014.

– Sociedade Vegetariana Brasileira ( SVB): criado em 2013, o programa de certificação, Selo Vegano, é bastante reconhecido nacionalmente e é atribuído a produtos isentos de ingredientes de origem animal e cuja empresa que o produziu e os fabricantes de seus ingredientes não realizam testes em animais. A maioria dos nossos Lipx tem esse selo.

– PETA: esta ONG fundada em 1980 é reconhecida em diversos países, e tem dois selos que podem ser atribuídos a produtos cosméticos –  SELO CRUELTY FREE  e o APPROVED VEGAN –  importante ficar atento, pois nem todo produto cruelty free é vegano:

Selo Cruelty-free,  garante que os produtos não são testados em animais, nem possuem matérias primas testadas em animais. Mas podem pode conter insumos de origem animal, por exemplo, mel e queratina, desde que sua obtenção não tenha caudado sofrimento ao animal.

Selo Approved Vegan, certifica que, além de não ter sido testado em animais, o produto também não tem matérias-primas de origem animal. Nesse caso o produto e considerado vegano. Este selo equivale ao Selo Vegano da SVB.

Sempre que tiver dúvida se aquele produto que tem o selo no rotulo é mesmo certificado por alguns desses órgãos, a consulta ao site destas certificadoras já ajuda muito, pois normalmente informam quais produtos são certificados por elas.

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