O PRÊMIO ECOERA

O Prêmio EcoEra, idealizado em 2015 pela especialista em sustentabilidade Chiara Gadaleta com o objetivo de analisar os mercados de moda, beleza e design com indicadores socioambientais, chega à sua quarta edição em 2018. Os 12 ganhadores serão revelados no dia 9 de novembro, durante a premiação que acontece na sede da SOS Mata Atlântica, em São Paulo.

Único a analisar o mercado com base em indicadores de sustentabilidade e desde a edição anterior com o olha também voltado para questões, O Premio ECOERA é fruto do amadurecimento do Movimento ECOERA, criado por Chiara em 2008, com o desafio de unir os setores da industria sob a ótica da sustentabilidade ambiental, social, econômica e cultural.

“As empresas inscritas abriram suas agendas para discutir sustentabilidade em sua cadeia de valor. Com isso, nosso levantamento passou a ser visto como uma ferramenta de autoanalise por parte das empresas e, de procedencia, por parte dos consumidores finais cada vez mais conscientes” explica Chiara Gadaleta.

Para esta edição as empresas preencheram um questionario de avaliação que mede as boas praticas das empresas divididas em três fases: pré-consumo, consumo e pós-consumo. A fase do pré-consumo refere-se a fase que começa no plantio ou fabricação das matérias primas passando pela criação, desenvolvimento até a chegada das peças nos pontos de venda; a fase do consumo tem como o ponto de venda e as relações com os clientes; e a fase do pós – consumo que mede as praticas positivas no termino da vida útil dos produtos e na sua destinação quando descartado.

As 26 empresas finalistas foram analisadas de acordo com a sua atuação e impacto em quatro categorias: “Planeta”, pontuação que avalia práticas relacionadas ao meio ambiente; “Pessoas”, para as ações relacionadas aos trabalhadores e comunidades locais; “Gênero”, categoria que avalia empresas que concentram esforços para avançar em igualdade de gênero e empoderamento das mulheres; e por fim o “EcoEra”, que abrange as três categorias, sendo o prêmio de maior importância atribuído à empresa de maior pontuação. Em cada uma das categorias serão premiadas pequenas (até 49 funcionários) e grandes empresas (acima de 250 funcionários).

São finalistas Labot Green Cosmetics, C&A, Pantys, Farm, Damyller, Agama, Mentah, Proposta Verde, Bemglo, Comas, EcoModas, Face it natural, Gaia Alforges, RosaP, Ipadma, LAB77, Maré Relógios, Alhma, Bléque, Envido, Mescla, Timirim, Coletivo de Dois Roupas, KITECOAT, , Rhodia e Undo.

Nessa quarta edição, 129 marcas se cadastraram e discutiram questões sociais e ambientais em toda sua cadeia produtiva. “Esse número mostra o amadurecimento do mercado de moda, beleza, design com indicadores de sustentabilidade”, complementa Chiara.

As finalistas foram avaliadas por um time de conselheiros composto por onze nomes:Felipe Ribenboim (da FRU.TO), Frinéia Rezende (do Legado das Águas), Letícia Veloso (da Index Assessoria), Márcia Hirota (da SOS Mata Atlântica), Patrícia Cota Gomes (Imaflora e Selo Origens), Paulina Chamorro (Portal ECOERA), Rachel Añon(Ponte a Ponte Empreendedorismo Socioambiental), Rachel Maia (Projeto Capacita-me), Renata Meirelles Solé (da Associação Brasileira de Estilistas), Luiza Lorenzetti (da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e WansSpiess (do Projeto CalçadaSP).

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